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Floresça onde você está plantado
Férias... para muitos um momento de descanso, lazer, viagens, mudança de rotina... Para mim, entre outros trabalhos foi um momento de novas leituras. Ainda não consegui terminar “A Condessa de Barral” de Mary Del Priori da Editora Objetiva, mas recomendo a todos: o primeiro capítulo retrata um pouco da infância de Luísa e de D. Pedro II, mas fui presenteada por um pequeno livreto que “devorei” em pequenos instantes, chamado “Floresça onde está plantado” de Robert H. Schuller da Editora Betânia e confesso que tive vontade de presenteá-las com um exemplar, mas como a crise já chegou até nós, resolvi deixar para uma próxima oportunidade.
No entanto quero compartilhar um pouco do primeiro capítulo com vocês. O tema é: “A pessoa faz o lugar”. O autor se baseia na vida de Paulo, um cidadão conhecido historicamente e biblicamente, que tinha uma das melhores formações de sua época, tendo a oportunidade de estudar nas “melhores faculdades” do mundo antigo. Paulo gostava muito de escrever cartas e traduzindo para uma linguagem moderna um dos parágrafos de sua carta ele diz: “já aprendi como ser rico e como ser pobre, a gozar o conforto e a sofrer perseguição. Vivendo e andando com Deus, aprendi que, sejam quais forem as situações, condições ou circunstâncias em que venha a encontrar-me, jamais me queixarei! Confiantemente, procurarei tirar o melhor proveito de tudo e estou certo de que o futuro me será bom”.
Ainda neste capítulo, o autor conta uma história que ouviu em uma de suas viagens: Houve um homem chamado Ali Hafed, que vivia no belo país de Irã. Fazendeiro, estava contente com sua situação. Sua fazenda era excelente e rendosa. Tinha esposa e filhos. Criava carneiros, camelos e plantava trigo. ”Se um homem tem esposa, filhos, camelos, saúde e paz, dizia ele, é um homem rico”. Ali Hafed continuou rico até que certo dia, um sacerdote veio visitá-lo e começou a falar de uma coisa estranha que chamava de “diamante”. E comentou: - eles cintilam como um milhão de sóis, na verdade, as coisas mais lindas do mundo!
De repente, Ali Hafed passou a sentir-se por demais descontente com o que possuía. Perguntou ao sacerdote: - onde se podem encontrar esses diamantes? Preciso possuí-los.
Respondeu o sacerdote: - dizem que é possível achá-los em qualquer parte do mundo. Procure um riacho de águas transparentes correndo sobre a areia branca, em região montanhosa, e ali você encontrará os diamantes.
Ali Hafed, então tomou uma decisão: vendeu a fazenda, confiou a esposa e os filhos aos cuidados de um vizinho e se lançou numa jornada à procura de diamantes. Viajou muuuuiiiiito procurando areias brancas e montanhas altas. Ao final já estava sem recursos e sem condições de se comunicar com a família. Num acesso de desespero, profundamente deprimido, lançou-se ao mar e morreu.
Nesse mesmo período, o homem que adquirira a fazenda de Ali Hafed achava uma curiosa pedra negra, enquanto seu camelo tomava água num riacho. Levou-a para casa, colocou-a na moldura da lareira e esqueceu-se dela. Um dia apareceu o sacerdote. Olhou acidentalmente para a pedra negra e notou um lampejo colorido brotando de um ponto de onde saíra uma lasca. Disse então ao hospedeiro: - um diamante! Onde o achou? O homem respondeu: - nas frias areias do riacho de águas claras, aonde levo meu camelo para beber água. Juntos, levantaram as túnicas e correram o mais depressa que lhes permitiam as sandálias rumo ao riacho. Apressadamente cavaram com as mãos e acharam mais diamantes! Esse achado se transformou na Mina de Diamantes Golconda – a maior mina do mundo.
A lição é clara: os diamantes estavam o tempo todo no quintal de Ali Hafed. Só que ele não os vira. E por isso gastara a vida numa busca inútil!
O autor traz sua moral para esta história, a minha é: cada grupo de educadores tem verdadeiros diamantes em sua sala que precisam ser lapidados. Não queira buscar “diamantes” em outros lugares, mas FLORESÇA ONDE VOCÊ ESTÁ PLANTADO!
Com carinho,
Luciana Oliveira
Livro: Floresça onde está plantado
Autor: Robert H. Schuller
Editora: Betânia
