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Permaneça em mim, Senhor!
- 05/02/2011
- Categorizado em: Editorial
Permaneça em mim, Senhor!
Ainda lemos notícias sobre a tragédia ocorrida na região Serrana do Rio. Ainda temos a oportunidade de servir ao próximo através de doações e até mesmo trabalho voluntário. Logo na semana seguinte ao fato ocorrido, muitos questionavam: “Como Deus permite isso?” “Onde Ele estava?”. Outro dia li um texto em que o autor com muita coragem nos lembra o obvio a respeito de Deus e que às vezes nos esquecemos:
“Deus está nas leis da natureza, desde quando a criou para seguir seu curso em nossa humana companhia.
Deus não está com aqueles que persistem em ignorar as regras que regem os sistemas naturais.
Deus está nas pessoas que cuidam da terra como um jardim a cultivar com carinho.
Deus não está com as pessoas que olham a terra como um tesouro a ser cegamente explorado.
Deus está nas pessoas solidárias que deixam seus confortos para compartilhar interesses, afetos e bens com os sobreviventes.
Deus não está com as pessoas que não se movem para socorrer, apoiar e fortalecer aqueles que perderam pessoas e posses.”
Lendo esse texto, lembrei de uma reportagem estampada na Folha de São Paulo em que o autor, também com muita coragem, eu diria até como uma voz profética, que clama no deserto, denunciou que o Governo do Rio de Janeiro havia sido alertado sobre a possibilidade da tragédia desde 2008, através de um estudo encomendado pelo próprio governador, sem que ele e os gestores das cidades atingidas tomassem quaisquer medidas preventivas para impedir os desastres.
Fico pensando até quando ficaremos nas mãos de políticos inescrupulosos, até quando outros farão o papel profético da igreja, denunciando o que causa a morte do povo...“Até quando Senhor?” Ah Senhor! Sonho com uma igreja que vive o cristianismo puro e simples, sem plumas e paetês, sem modismo, contudo se a tragédia acontecer vai arregaçar as mangas e servir, mas que prioriza a prevenção, que busca ser voz profética, promovendo o bem estar de todos, tanto os de casa como os da rua.
Abraços,
Pr.Rafael Hiran

